sábado, 28 de novembro de 2009

"Aí esse Pregador aparece na minha porta, olhos vidrados e órgãos reprodutores limpinhos, me perguntando se penso em Deus. Digo a ele que matei Deus, cacei Deus com um cão raivoso, arranquei as pernas Dele com um aparador de grama, o estuprei com um sabugo de milho e joguei a carcaça num banho de ácido. Aí ele saca uma máquina de choque portátil e me diz que somente a Igreja Sérvia Oficial de Tesla pode salvar meu Campo Elétrico Polifásico Intrísseco, conhecido pelos não-engenheiros como "alma".
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Então eu bati nele. O que você teria feito?”

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(Warren Ellis - Transmetropolitan)
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[John Coltrane - Blue Train]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Cafeína e os Discos de Jazz.

Entre a cafeína e os discos de jazz, os velhos e os novos vícios. Algumas vidas repetindo as mesmas notas batidas e tentando me manter vivo. O velho sentimento sádico de quem mantem-se um curioso irremediável que sente a mórbida necessidade de assistir a própria amputação à serra elétrica.
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Ah, eu odeio todos vocês.
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Eu já bebi café demais nessa vida pra aguentar o tédio crônico que as suas picaretagens travestidas de palavras de ordem supostamente radicais que insistem em repetir os mesmos vícios da reação me causam. Eu ojerizo esta eterna alegria do coração da juventude. A criança interior foi sufocada a muito tempo pelo centro de correção para jovens infratores no qual eu me convertido. Eu sou a negação.
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Eu sou a respota dialética e diametralmente oposta ao que você chamam de amanhã. Eu sou o outro lado do que você chamam de alegria. Eu sou a monotonia que responde ao seu patético maracatu e cirandas e todo resto. Eu sou a cafeína e os discos de jazz. Os mesmos e únicos discos de jazz. Eu sou a repetição. Eu sou a História que se repete dia após dia. O eterno dejá vu. As notas se repetem e só percebe que ficou acordado tempo demais, como eu. Eu sou o tédio. Eu sou o tédio. O jazz não tem mais graça quando você olha pelo mesmo lado que eu.
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Repetição. Tédio. Repetição. Tédio.
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[John Coltrane - Moment's Notice]

sábado, 14 de novembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Mais um Conto Sobre os Efeitos da Cafeína, Como Era Previsto.

Pode-se imaginar que todo este debate remuse-se a queimar viva a consciência de classe médio-cristã em benefício do barulho e da carnificina promovidos pelas canibais sem dentes que somos eu e meus quatro ou cinco amigos, todos viciados em café e sem o menor senso de humor.
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Bem, é isso aí!
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Tudo se resume a um péssimo humor, fruto de uma surra muito bem dada pela luta de classes, além, é claro, da nossa total ausência de estética e noção de arte ou moda.
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Pode-se chamar de vingança ou gente sem espírito esportivo. Tudo vai depender do lado do tabuleiro do qual você joga. Não é o seu time que está perdendo, seu imbecil!
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Só tem um jeito deste joguinho acabar, e como sempre, isto envolve quatro buracos na cabeça de alguém! O velho estilo da Marinha. Somos só eu e você no velho manequeísmo das arrenas romanas, transmitindo para 150 países através do pay-per-view.
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Morrer com mais de dez milhões de pessoas assistindo. Agora eu sei como o John Kennedy se sente!

[Black Flag - What Can You Believe?]