Eu odeio a beleza! Fato! Eu odeio tudo aquilo que representa a beleza podre e burguesa! Eu odeio a beleza branca, a beleza rica, a beleza de dentes brancos e completos em bocas sorridentes e bem alimentadas. Comerciais de pasta de dente me enojam, todos eles.
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Eu sinto falta dos dez mil anos nos quais eu não existi. Dos anos em que o povo tomava os belos teatros burgueses com bombas, espadas e toda a violência que encharca os seus sonhos. Eu sinto falta dos presidentes mortos nos teatros, dos terroristas ingleses que plantam toneladas de explosivos embaixo do Parlamento. Ah, que saudade dos tempos em que éramos perigosos!
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Nós éramos jovens e tão violentos!
Hoje, somos tão social-democratas!
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Eu queria ter um isqueiro e dois mil litros de napalm para queimar tudo o que é belo no mundo. Eu queria mísseis nucleares apontados para cada teatro, cinema e poeta no mundo. Que todos renasçam com a pele cinza e purefata, comidos por corvos e insetos. Eu quero cada dente apodrecido e quebrado, que nenhum sorriso brilhe e que cada criança gorda, branca e cristã seja devorada pelos exércitos de zumbis que governarão o mundo.
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O meu mundo é fruto da catástrofe.
Patético, eu sei.
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Não há perdão!
Não há perdão!
Não há perdão para um mundo que vive sem paixão
Não perdão para um mundo que se deixa ficar bêbado pela luz branca da beleza burguesa.
Não há perdão para quem molha nossa pólvora e nos faz viver sem fogo
Não só para nossos cigarros, mas para nossos vulcões!
Não só para nossos teatros, mas para nossos mundos!
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Prometeu está morto, mas o fogo deve ser nosso de novo. A beleza do Olimpo vai arder em chamas! Deuses, temam um povo sem dentes. O fogo é nosso e seus cadáveres também. Carne sagrada para um povo profano, para o povo faminto, para a nação sem beleza, o exércitos dos zumbis!
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[Sahara Hotnights - Teenage Kicks (Undertones Cover)]
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Eu sinto falta dos dez mil anos nos quais eu não existi. Dos anos em que o povo tomava os belos teatros burgueses com bombas, espadas e toda a violência que encharca os seus sonhos. Eu sinto falta dos presidentes mortos nos teatros, dos terroristas ingleses que plantam toneladas de explosivos embaixo do Parlamento. Ah, que saudade dos tempos em que éramos perigosos!
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Nós éramos jovens e tão violentos!
Hoje, somos tão social-democratas!
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Eu queria ter um isqueiro e dois mil litros de napalm para queimar tudo o que é belo no mundo. Eu queria mísseis nucleares apontados para cada teatro, cinema e poeta no mundo. Que todos renasçam com a pele cinza e purefata, comidos por corvos e insetos. Eu quero cada dente apodrecido e quebrado, que nenhum sorriso brilhe e que cada criança gorda, branca e cristã seja devorada pelos exércitos de zumbis que governarão o mundo.
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O meu mundo é fruto da catástrofe.
Patético, eu sei.
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Não há perdão!
Não há perdão!
Não há perdão para um mundo que vive sem paixão
Não perdão para um mundo que se deixa ficar bêbado pela luz branca da beleza burguesa.
Não há perdão para quem molha nossa pólvora e nos faz viver sem fogo
Não só para nossos cigarros, mas para nossos vulcões!
Não só para nossos teatros, mas para nossos mundos!
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Prometeu está morto, mas o fogo deve ser nosso de novo. A beleza do Olimpo vai arder em chamas! Deuses, temam um povo sem dentes. O fogo é nosso e seus cadáveres também. Carne sagrada para um povo profano, para o povo faminto, para a nação sem beleza, o exércitos dos zumbis!
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[Sahara Hotnights - Teenage Kicks (Undertones Cover)]
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