Eu gostava de escrever sobre pessoas que morriam. Hoje, quem sabe, eu fale de novo. Eu sempre falo sobre gente que morre, pois tudo, inevitavelmente, morre.
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"Sim, um monstro. É isso que sou"
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Eu costumava cantar sobre a destruição! É, eu gostava disso, talvez eu seja o único a gostar disso, não importa quantos exércitos de homens-bombas e incendiários nasçam por todos os lados, eu, e eles, somos os únicos assassinos da Terra. Milhões de genocidas que jamais irão encontrar-se, não importa o quão pequenos sejam os mundos, pois Demiurgo, antes de ser um Aeon cruel, é um Aeon sozinho.
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Eu gostava de falar de fome. Eu falo de fome com a barriga cheia. Eu falo da fome do pão que não se come. Eu falo de mil insetos nojentos que caçam migalhas de qualquer coisa. Mil insetos. Todos meus irmãos.
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Esta é a minha doença: eu falo, eu canto, eu escrevo.
Duas mil palavras inúteis.
Duas mil palavras que destrõem mundos.
Duas mil palavras sobre zumbis, bombas e insetos.
Demiurgo, Romero, Nero.
Cinco mil anos de fome e insetos.
Cinco mil anos!
A aurora dos incendiários.
De insetos com fogo e morte.
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Eu costumava escrever sobre incêndios. Hoje, eu gosto de começar incêndios. Eu começo incêndios e deixo que os poetas os escrevam.
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Poetas: eles me fazem rir.
-[Randy Luck - I Was a Teenage Caveman]
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