"Escrevo versos como quem morre" dizia Bandeira, e Bandeira morreu, e o Bandeira morto, como morto que é, já não escreve. Bandeira como morreu, como morrem todas as bandeiras.
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Morrem porque essa é a sina de tudo o que é vivo, tudo o que se faz vivo e tudo o que morre pra ressucitar e morrer de novo: morrer! E as bandeiras também vivem, vivem da fé de quem acredita nas suas nações, de quem faz-se orgulhoso por umas patéticas e tantas frases de efeito.
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As bandeiras vivem, e é por isso que as bandeiras morrem, sem o tango argentino ou o pomposo e orgulhoso funeral viking, elas apenas morrer, prosaicamente, morrem.
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Morrer, para os vermes e para o Criador, saciar. Saciar a fome do calor e da paixão que faltam a sete palmos do chão e sobram dentro de cada umas de nossas moléculas de carne, carbono e amoníaco, que é pra isso que os vermes existem: pra fazer do amor e da carne um novo Frankstein no mundo sádico e divertido que é o mundo do homem. Os vermes são os criadores e devastadores da vida, eles são a verdadeira reissureição e a vida, o verme é o teu messias.
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Teu Deus é apenas verme... podre, faminto e verme.
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Isso pra mim nunca foi novidade!
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[The Clash - Lost in the Supermarket]
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