"Para o inferno com os direitos iguais
queremos libertação…
muito mais, nada menos. "
(Coletivo Resyst)
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(Parado na esquina do bar Parede de Pedra, olhando a rua como se procurasse alguém, vestido de mulher, porém evidentemente era um homem, de repente olha para frente e percebe que alguém o observa)
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Que foi?! Tá olhando o que?! Hein?! Tá olhando o que, filho da puta?! Que foi? Nunca viu um traveco na vida, não?! É, eu sou traveco sim! Eu sou bicha! Que foi? (faz sorriso cínico) Não gosta de traveco, é? Vai querer me bater? (gargalhada ironica) Ah, faça-me o favor... Já fazem 8 anos que eu bato ponto aqui no Parede de Pedra, e nesses 8 anos já tive que agüentar playboyzinho bem pior que você... Já tive que agüentar policial pau-no-cu tentando "limpar a paisagem pra turista", já tive que agüentar fascistinha que se acha o bom cristão vindo me dar porrada, já tive que agüentar crentezinha que veio aqui dar uma de boa moça e tentar me mostrar o Deus dela, mas que eu sei que passa o dia no banheiro batendo siriri, são todas assim aquelas putinhas, são todas iguais. Já tive que agüentar o inferno na Terra e você acha que vai ser um problema pra mim?! Vai logo embora daqui, playboy, que eu sou bicha mas eu ainda sou macho o bastante pra te arrancar a cabeça. Que por aqui é assim! Aqui no meu mundo, polícia e Deus é tudo inimigo, aqui eu vivo é sozinho e gente sozinha tem que aprender a se virar com o que tem, e o que eu tenho é um cu e uma boca pra quem paga e uma faca pra quem se mete a besta comigo! Então some daqui antes que eu te arranque os olhos...
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(Parado na esquina do bar Parede de Pedra, olhando a rua como se procurasse alguém, vestido de mulher, porém evidentemente era um homem, de repente olha para frente e percebe que alguém o observa)
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Que foi?! Tá olhando o que?! Hein?! Tá olhando o que, filho da puta?! Que foi? Nunca viu um traveco na vida, não?! É, eu sou traveco sim! Eu sou bicha! Que foi? (faz sorriso cínico) Não gosta de traveco, é? Vai querer me bater? (gargalhada ironica) Ah, faça-me o favor... Já fazem 8 anos que eu bato ponto aqui no Parede de Pedra, e nesses 8 anos já tive que agüentar playboyzinho bem pior que você... Já tive que agüentar policial pau-no-cu tentando "limpar a paisagem pra turista", já tive que agüentar fascistinha que se acha o bom cristão vindo me dar porrada, já tive que agüentar crentezinha que veio aqui dar uma de boa moça e tentar me mostrar o Deus dela, mas que eu sei que passa o dia no banheiro batendo siriri, são todas assim aquelas putinhas, são todas iguais. Já tive que agüentar o inferno na Terra e você acha que vai ser um problema pra mim?! Vai logo embora daqui, playboy, que eu sou bicha mas eu ainda sou macho o bastante pra te arrancar a cabeça. Que por aqui é assim! Aqui no meu mundo, polícia e Deus é tudo inimigo, aqui eu vivo é sozinho e gente sozinha tem que aprender a se virar com o que tem, e o que eu tenho é um cu e uma boca pra quem paga e uma faca pra quem se mete a besta comigo! Então some daqui antes que eu te arranque os olhos...
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(Para e olha ao redor vendo se não aparece nenhum cliente)
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Que foi filho da puta? Ainda não foi embora? Tá olhando o que? Isso aqui não é zoológico e eu sou traveco, não sou macaco não? Que foi? Tá gostando do que tá vendo, é?
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(sorriso malicioso, coloca a mãe na cintura e "quebra" para os lados)
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Eu sabia que tava! (gargalha...) Vocês pequenos burgueses são todos iguais: pegam seus carrinhos do ano, vão pra balada, trepam com as patricinhas só pra impressionar os amiguinhos, mas o que vocês gostam mesmo é de dar o cú, é de chupar rola que eu sei. E isso eu faço muito bem, e eu pelo menos assumo o que eu sou: eu sou bicha, eu sou traveco, viadinho, baitola, gay, eu queimo a rosca, eu chupo pica e é só isso que eu sei fazer e é o que eu gosto de fazer! Ao contrário de você que fica posando de bom moço, mas é só o sol se pôr que vai encher o cu de maconha, cocanína e rola, seu merdinha. (fica sério e faz uma pausa na falação) Tá rindo do que?! Eu contei alguma piada por acaso?! Eu sou traveco, não sou palhaço não!
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(Faz cara de indignação e fala com a voz alterada, como se ouvesse um certo esforço para não chorar)
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Isso é sempre assim, ficam achando que a gente é macaco de circo pra ficar divertindo família cristã em dia de parada gay, pra papai ficar levando filhinho e gritando "olha filhinho, uma bichinha", só falta mesmo jogar pipoca pra alimentar os macacos, pois é o que vocês, bons cidadão, pagadores de impostos, exemplos à ser seguidos sempre fazem, quando não jogam pipoca, jogam pedra, e aquele monte de viado adoram, adoram ser estrelas, adoram ser vistas, adoram pensar que todo mundo as ama, adoram pensar que você, seu burguesinho de merda, que fica sonegando imposto, molestando a filha, surrando a esposa pra dizer que é o macho-alfa, o chefe, o que fala mais grosso, mas basta o sol se pôr pra vira até aqui, pedir pra brincar de papai e mamãe comigo, pra eu me vestir de marinheiro, pra eu bater mais forte, pra eu chamar de papaizinho, é, aquele monte de bichinhas realmente gosta de ter a ilusão de que você, sua Rainha do Deserto Enrustida, realmente se importa com homofobia, preconceito ou qualquer outra porcaria... mas eu não, meu bem, porque eu sou bicha, mas eu sou gente, eu (bate no peito) tenho o meu orgulho, e da mesma forma que vocês e seu mundinho perfeito que parece saído de um comercial de pasta de dente sentem nojo de mim, eu também sinto nojo de vocês, sinto nojo do seu mundo, dos seus valores, sinto nojo do seu Deus, e se aquele bando de bichinhas acham que Parada Gay foi feita pra ficar implorando que vocês nos aceitem como parte do seu comercial de pasta de dente, se aqueles viados querem pedir para voltar ao rebanho, eu é que não quero voltar pra lá, eu vou ficar bem aqui, nessa mesma esquina do Parede de Pedra, eu vou ficar aqui no meu mundo cheio de ratos, cheio de sangue e coisas podres, mas que pelo menos é real, é de verdade e é meu.
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Então, pequeno burguês, mais um gole / mais um gole a nós: os bastardos! / aqueles vocês esqueceu pelos cantos / aqueles que fazem figuração no teu mundo e que você finge que não / um brinde à nós, que somos famintos / que vivemos sozinhos e sem voz / que vivemos a vida sem os sonhos e sem o pão / e sem as esperanças também / A nós, que somos tua vergonha, a tua desgraça, o teu erro e a tua perdição / a nós, que nunca sentamos em tua mesa / que nunca bebemos do teu vinho e nunca comemos do teu pão / que nunca dormimos em tua cama e nunca fomos teus irmãos / Um último gole, burguês / antes que te levantes / pagues a conta e se esqueça de nós / pra sempre talvez / Mas não esqueça, burguês / que a luta de classes ainda não acabou / e que os império de pedra caem também / eles sempre caem / Ah burguês, e como caem!
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(sorriso malicioso, coloca a mãe na cintura e "quebra" para os lados)
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Eu sabia que tava! (gargalha...) Vocês pequenos burgueses são todos iguais: pegam seus carrinhos do ano, vão pra balada, trepam com as patricinhas só pra impressionar os amiguinhos, mas o que vocês gostam mesmo é de dar o cú, é de chupar rola que eu sei. E isso eu faço muito bem, e eu pelo menos assumo o que eu sou: eu sou bicha, eu sou traveco, viadinho, baitola, gay, eu queimo a rosca, eu chupo pica e é só isso que eu sei fazer e é o que eu gosto de fazer! Ao contrário de você que fica posando de bom moço, mas é só o sol se pôr que vai encher o cu de maconha, cocanína e rola, seu merdinha. (fica sério e faz uma pausa na falação) Tá rindo do que?! Eu contei alguma piada por acaso?! Eu sou traveco, não sou palhaço não!
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(Faz cara de indignação e fala com a voz alterada, como se ouvesse um certo esforço para não chorar)
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Isso é sempre assim, ficam achando que a gente é macaco de circo pra ficar divertindo família cristã em dia de parada gay, pra papai ficar levando filhinho e gritando "olha filhinho, uma bichinha", só falta mesmo jogar pipoca pra alimentar os macacos, pois é o que vocês, bons cidadão, pagadores de impostos, exemplos à ser seguidos sempre fazem, quando não jogam pipoca, jogam pedra, e aquele monte de viado adoram, adoram ser estrelas, adoram ser vistas, adoram pensar que todo mundo as ama, adoram pensar que você, seu burguesinho de merda, que fica sonegando imposto, molestando a filha, surrando a esposa pra dizer que é o macho-alfa, o chefe, o que fala mais grosso, mas basta o sol se pôr pra vira até aqui, pedir pra brincar de papai e mamãe comigo, pra eu me vestir de marinheiro, pra eu bater mais forte, pra eu chamar de papaizinho, é, aquele monte de bichinhas realmente gosta de ter a ilusão de que você, sua Rainha do Deserto Enrustida, realmente se importa com homofobia, preconceito ou qualquer outra porcaria... mas eu não, meu bem, porque eu sou bicha, mas eu sou gente, eu (bate no peito) tenho o meu orgulho, e da mesma forma que vocês e seu mundinho perfeito que parece saído de um comercial de pasta de dente sentem nojo de mim, eu também sinto nojo de vocês, sinto nojo do seu mundo, dos seus valores, sinto nojo do seu Deus, e se aquele bando de bichinhas acham que Parada Gay foi feita pra ficar implorando que vocês nos aceitem como parte do seu comercial de pasta de dente, se aqueles viados querem pedir para voltar ao rebanho, eu é que não quero voltar pra lá, eu vou ficar bem aqui, nessa mesma esquina do Parede de Pedra, eu vou ficar aqui no meu mundo cheio de ratos, cheio de sangue e coisas podres, mas que pelo menos é real, é de verdade e é meu.
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Então, pequeno burguês, mais um gole / mais um gole a nós: os bastardos! / aqueles vocês esqueceu pelos cantos / aqueles que fazem figuração no teu mundo e que você finge que não / um brinde à nós, que somos famintos / que vivemos sozinhos e sem voz / que vivemos a vida sem os sonhos e sem o pão / e sem as esperanças também / A nós, que somos tua vergonha, a tua desgraça, o teu erro e a tua perdição / a nós, que nunca sentamos em tua mesa / que nunca bebemos do teu vinho e nunca comemos do teu pão / que nunca dormimos em tua cama e nunca fomos teus irmãos / Um último gole, burguês / antes que te levantes / pagues a conta e se esqueça de nós / pra sempre talvez / Mas não esqueça, burguês / que a luta de classes ainda não acabou / e que os império de pedra caem também / eles sempre caem / Ah burguês, e como caem!
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[Misfits - Astro Zombies]
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