on the first day
of world war three,
I'm gonna grab me a girl
and go and fuck her,
yeah-yeah
world war three"
(Minutemen - Dream Told by Moto)
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Quando ele foi pego, as pessoas o viram apenas como uma maluco que gostava de começar incêndios, mas não viam que ele tinha em suas mãos mais que bombas caseiras, ele tinha uma história, uma não, milhares de histórias, a da bomba, a da escolha do local à ser destruido, de como ele acabou fazendo bombas, histórias que queimavam e se perdiam ou se esqueciam à cada cocktail molotov lançado contra as florestas, os vilarejos, as usinas nucleares, os poços de petróleo. Contra tudo aquilo que pudesse queimar e morrer, ou talvez já estivesse morto, mas ele, ele não, ele estava muito vivo, vivo e suficientemente aquecido para viver para sempre, fazendo bombas e começando incêndios.
Ele era um incendiário, ele fazia bombas e começava revoluções, era ele que mudava o mundo. Não eram os capitalistas, socialistas ou qualquer outro "ista" que você queira inventar, eram os incendiários. Eles que transformavam a apatia em queimaduras que insistiam em arder, em doer e coçar, fazendo-nos lembrar que através de todos os fantasmas que a televisão, as revistas, o governo e o mundo efiaram em nossas gargantas, depois de tudo isso, muito distante, nós ainda estávamos vivos e nossas almas congelavam de frio, mas eram eles, os incendiários, que as mantiam aquecidas...
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[No Hope for the Kids - Suicide City]
2 comentários:
O que seria de mim sem o Faustão e seu 'ô louco, meu'? Nossa, que tragédia minha vida seria.
De fato. Ele é mais gatinho e moderno.
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