quarta-feira, 23 de abril de 2008

Café e Suicídio

"Drinking black coffee
Black coffee
Drinking black coffee
Staring at the wall
(...)
Stab through my heart
But it's all in my mind
Mind, mind, mind
Just in my mind
Mind, mind, mind
It's just in my mind
Yeaaaaaaaaa!"
(Black Flag - Black Coffee)
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O café já não me acorda e a luz já não me fascina...
Não, eu não tenho insônia! Durmo à noite, acordo de manhã, bebo rios de café e vomito oceanos de verdades, algumas verdades que deveriam ficar dentro de mim, dentro de sacos de vômito de aviões de mentirinha que são mais reais que qualquer outro...
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E como caem esses aviões
E o que nos levam à esses aviões?
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Bem, aqui o café é grátis... Mas também porque nós sempre estivemos aqui, apesar dos aviões sempre irem rumo a luz, por isso prefiro derrubá-los, a luz já não me fascina...
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Prefiro que eles caiam!
A luz me arde os olhos e a verdade me ferem a alma
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"Desvie, desvie essa banheira! Então derrube, que morram todos! Apague essa luz"
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Então eles caem, eles caem e como era de se esperar, nós morremos, antes a escuridão que mata os vivos que a luz que ressucita os mortos, pois talvez os zumbis não queiram ressucitar e os esqueletos durmam em paz dentro do armário. Apodrecemos aqui e a noite nos levantamos para tomar o próximo voô, onde a cabine é escura e o café é péssimo, vagabundo e sem açúcar, onde todos dormem, inclusindo eu, até a hora que a luz nos toma e nos contorcemos, como vampiros, e a pele arde e nós gritamos, pois a luz nos dói. Tomamos o controle da nave, morremos todos: passageiros, pilotos, aeromoças e o filho-de-puta que fez essa droga de café solúvel, sem sabor, sem calor, sentimento ou açúcar, mas e daí? Já disse isso uma vez: o café não me acorda e a luz não me fascina.
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[SSS - Son of Beast]

1 comentários:

Maíra disse...

"A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos".