Eu sou o outro lado, a outra face, a outra alma, o inimigo
Eu me ergo da entropia das almas e vivo do caos nos corações
De guerreiros honrados e vils traidores
Arruaceiros, alcoolatras e revolucionários
Eu vivo de corações vazios sem nada mais a perder
Eu sou o outro lado
Aquilo que se esconde
Aquilo que se teme
Aquilo que é verdade mas se tem vergonha de dizer
Aquilo que se esquece mas insiste em renascer
Eu sou a outra face
O mal, o medo e o podre
Eu sou o buraco vazio do tamanho do infinito
Que não te deixa esquecer de cada sonho perdido
Que jamais haverá de se encontrar
Eu sou a outra alma
O que nada teme e nada esconde
E que nada faz e nada é
E nada haverá de ser
Eu sou todos os sonhos do mundo
Que se esconde no buraco obscuro
Do coração que aprendeu a viver do não
Eu sou o inimigo
Eu sou teu desafio
Sou eu quem te devora e te cospe
Mas sou só eu e só eu quem de fato se importa
Eu sou quem te alimenta e tem embriaga
De vinho, virtude ou poesia
Eu sou o desgraçado
O monstro embaixo da cama
A traição de que tu amas
A maldição que não te deixa dormir
Eu sou aquilo que não tem forma
Não tem cor e não tem rosto
Nem cheiro nem corpo
Mas que existe
No coração daquele que sabe
Que o pecado é bem-vindo
Eu sempre estive lá
E você sempre soube
Eu sou o outro lado, a outra face, a outra alma
O inimigo...
[Death is not Glamorous - The Fallback]
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
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